Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal,
Uma ofegante epidemia
O bloco dos napoleões retintos
Meu Deus, vem olhar,
A evolução da liberdade
Ai que vida boa, olerê, ai que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, o lerê, ai que vida boa, o lará
PS: achei esta foto linda na internet, infelizmente sem crédito...












